23 agosto, 2006
21 agosto, 2006
Pequeno Dicionário Manuela da Língua Portuguesa
>> Meios de transporte
Táio, ôuns, tásqui, moto, minhão, viãun, ten, eipópio
>> Cômodos e móveis da casa
Ssssala, banhêo (onde ela fica se olhando no pelo, além de usar a pixada), tussinha, tato; messssa, tadeia, vofá (sofá), vissão.
>> Adjetivos opostos
Ganti X penininho/a (sim, sempre no diminutivo)
Fenti X tásh
>> Verbos
Infinitivo de alguns:
puá, pussá, peder, fessá, dumí, dadá etc.
(empurrar, puxar, prender , fechar, dormir, guardar)
Alguns outros, flexionados:
póxi, xópa, danxanu, puculanu, bebei, comei, caiei etc.
(pode, sopra, dançando, procurando, bebi, comi, caí)
Táio, ôuns, tásqui, moto, minhão, viãun, ten, eipópio
>> Cômodos e móveis da casa
Ssssala, banhêo (onde ela fica se olhando no pelo, além de usar a pixada), tussinha, tato; messssa, tadeia, vofá (sofá), vissão.
>> Adjetivos opostos
Ganti X penininho/a (sim, sempre no diminutivo)
Fenti X tásh
>> Verbos
Infinitivo de alguns:
puá, pussá, peder, fessá, dumí, dadá etc.
(empurrar, puxar, prender , fechar, dormir, guardar)
Alguns outros, flexionados:
póxi, xópa, danxanu, puculanu, bebei, comei, caiei etc.
(pode, sopra, dançando, procurando, bebi, comi, caí)
15 agosto, 2006
O dia que eu não queria ter que relatar
Tá bom, vai: eu sabia que algum dia na vida a Manu ia repetir um palavrão escutado ao acaso, ou, mais velha, incorporar alguns à fala.
Mas não esperava que fosse empregar tão perfeitamente tão cedo. Poxa: 2 aninhos e 4 meses só!
Tuco começou quanto, tempos atrás, alguma coisa deu muito errada e eu - confesso - falei um "Fu&¨%*". Ela repetiu no exato momento, simlpesmente por repetir, sem saber o que era e pra que servia,
De lá pra cá, uma ou outra pessoa ensina a falar "bunda", em vez do "bubu" que ela aprendeu comigo. Mas tudo bem... isso dá pra contornar.
Mas as palavras da vez são um tanto piores: "méda" e "puta que paliu", com espaço de gala pro primeiro.
Qual não foi minha surpresa, então, quando, na semana passada, mais uma vez durante o já famigerado café da manhã, algo acontece de errado e ela fala pra si mesma "Poxa... méda!". Eu na mesma hora repreendo, pergunto quem ela ouviu falando isso (pra quebrar a cara e ouvir ela dizendo: "minha mãe") e então explicar:
- Minha filha, isso é feio. Se a mamãe falou, tá errado. Ai ai ai, mamãe (ela em coro: ai ai ai, mamãe). Vamos combinar que não pode falar, tá? Se alguma coisa der errado, a gente diz: 'poxa, que saco' (ela: poxa, que saco). Tá bom?
- Tá.
Levanto, viro e... - Méda, méda, méda.
Abaixo, puxo pra perto e dá-lhe o mesmo discuro novamente. Minutos depois:
- Ok, Manu?
- Ok.
Levanto, viro, ando um pouco e escuto, lá ao longe, falado pra dentro, um "puta que paliu". Penso duas vezes, três, quatro, dez, enfim, várias sobre todo o discurso que teria que repetir, dessa vez mais enfatica e longamente, adicionando novos argumentos pra ver se realmente convenço. É... melhor fingir que não ouvi.
(Afinal, posso ter escutado errado... Coisa de mente com pé atrás, com pré-conceito... Posso estar ouvindo mal, mesmo. Coisa da idade... Merda! Tô ficando velha.... Ops!)
Mas não esperava que fosse empregar tão perfeitamente tão cedo. Poxa: 2 aninhos e 4 meses só!
Tuco começou quanto, tempos atrás, alguma coisa deu muito errada e eu - confesso - falei um "Fu&¨%*". Ela repetiu no exato momento, simlpesmente por repetir, sem saber o que era e pra que servia,
De lá pra cá, uma ou outra pessoa ensina a falar "bunda", em vez do "bubu" que ela aprendeu comigo. Mas tudo bem... isso dá pra contornar.
Mas as palavras da vez são um tanto piores: "méda" e "puta que paliu", com espaço de gala pro primeiro.
Qual não foi minha surpresa, então, quando, na semana passada, mais uma vez durante o já famigerado café da manhã, algo acontece de errado e ela fala pra si mesma "Poxa... méda!". Eu na mesma hora repreendo, pergunto quem ela ouviu falando isso (pra quebrar a cara e ouvir ela dizendo: "minha mãe") e então explicar:
- Minha filha, isso é feio. Se a mamãe falou, tá errado. Ai ai ai, mamãe (ela em coro: ai ai ai, mamãe). Vamos combinar que não pode falar, tá? Se alguma coisa der errado, a gente diz: 'poxa, que saco' (ela: poxa, que saco). Tá bom?
- Tá.
Levanto, viro e... - Méda, méda, méda.
Abaixo, puxo pra perto e dá-lhe o mesmo discuro novamente. Minutos depois:
- Ok, Manu?
- Ok.
Levanto, viro, ando um pouco e escuto, lá ao longe, falado pra dentro, um "puta que paliu". Penso duas vezes, três, quatro, dez, enfim, várias sobre todo o discurso que teria que repetir, dessa vez mais enfatica e longamente, adicionando novos argumentos pra ver se realmente convenço. É... melhor fingir que não ouvi.
(Afinal, posso ter escutado errado... Coisa de mente com pé atrás, com pré-conceito... Posso estar ouvindo mal, mesmo. Coisa da idade... Merda! Tô ficando velha.... Ops!)
Castigo
Na quarta ou na quinta da semana passada, de manhã cedo, enquanto ela tava na cozinha supostamente tomando café, me chama:
- Mamãe!
- Oooi.
- Vem 'quí.
Chego lá. Uma boneca - aquele ser inanimado - tá sentada na cadeirinha da sua dona, em um canto da cozinha. Manu com cara de brava:
- Neném tá &¨%$enxanu.
- Que, filha?
- Neném tá pen-ã-nu.
Algumas rápidas sinapses me fazem perguntar:
- Neném tá pensando?
- Ééé.
-Tá de castigo?
- É.
- Por que, filha? (lembrando sempre que a boneca é, sim, inanimada)
- Modeu me' dedo. Ai ai ai, neném.
Não contente em contar isso a mim, informa à avó que chega à cozinha, à bisavó que acaba de ligar, à tia-avó que tb está ao telefone e, não havendo mais ninguém pra quem contar, saca do bolso um celular imaginário e.... "- Alô, papai? Eu, Mumu. Neném tá pen-xa-nu. É... modeu me' dedo...."
O mais engraçado: momentos depois, o mesmo "neném" estava no colo dela, enquanto ela puxava a blusa pra aparecer "mi peto" e colocar a boneca em posição de mamar. "- Neném tá comendo... Alô, papai? Neném tá comendo... Neném tá pen-xa-nu.... modeu me' dedo..." E por aí vai, assim mesmo, sem lógica, pé ou cabeça.
- Mamãe!
- Oooi.
- Vem 'quí.
Chego lá. Uma boneca - aquele ser inanimado - tá sentada na cadeirinha da sua dona, em um canto da cozinha. Manu com cara de brava:
- Neném tá &¨%$enxanu.
- Que, filha?
- Neném tá pen-ã-nu.
Algumas rápidas sinapses me fazem perguntar:
- Neném tá pensando?
- Ééé.
-Tá de castigo?
- É.
- Por que, filha? (lembrando sempre que a boneca é, sim, inanimada)
- Modeu me' dedo. Ai ai ai, neném.
Não contente em contar isso a mim, informa à avó que chega à cozinha, à bisavó que acaba de ligar, à tia-avó que tb está ao telefone e, não havendo mais ninguém pra quem contar, saca do bolso um celular imaginário e.... "- Alô, papai? Eu, Mumu. Neném tá pen-xa-nu. É... modeu me' dedo...."
O mais engraçado: momentos depois, o mesmo "neném" estava no colo dela, enquanto ela puxava a blusa pra aparecer "mi peto" e colocar a boneca em posição de mamar. "- Neném tá comendo... Alô, papai? Neném tá comendo... Neném tá pen-xa-nu.... modeu me' dedo..." E por aí vai, assim mesmo, sem lógica, pé ou cabeça.
09 agosto, 2006
Sobre o não e o nada
Desde as primeiras palavras, a Manu tinha um jeito todo dela de falar as frases negativas. Tipo: se eu falasse “não pode pegar”, ela diria “pode pegar não”.
Sempre achei uma graça e sei que isso se ajeita com o tempo.
O mais engraçado agora, no entanto, é que o “não” tá sendo substituído pelo “nada”. - Manu, quer água? - Quero água nada. – Manu, fez xixi? – Fez xixi nada. – Manu, vou te pegar. – Me pegar nada.
Sempre achei uma graça e sei que isso se ajeita com o tempo.
O mais engraçado agora, no entanto, é que o “não” tá sendo substituído pelo “nada”. - Manu, quer água? - Quero água nada. – Manu, fez xixi? – Fez xixi nada. – Manu, vou te pegar. – Me pegar nada.
08 agosto, 2006
Garota da capa

Olha a pose! Olha a marra. Foi assim que ela saiu no último sábado, dia 5, pra um almoço. E quem colocou a bolsa (que é pra segurar nas mãos) no ombro foi ela mesma, copiando o que me vê fazer todos os dias.
E burra de mim que ainda não coloquei a dita cuja numa agência de modelos infantis... tô perdendo dinheiro...
Vem cá, meu neném
É com essa frase que ela se deita há uns 3 ou 4 dias. Detalhe: é ela quem fala e eu sou o tal neném. Ela abre os braços, me chama, faz questão que eu deite nos braços dela, eu deito, pescoço sobre os braços pra não machucar muito, ela me sufocando com o abraço. Um amor.




