29 outubro, 2006

Diálogo nonsense

Manual de instruções pra esse vídeo:

-Nós estávamos na cozinha
- Eu já tinha lavado a louça
- O que ela come é mousse de limão, portanto doce
- Mariana Mira é sua amiga na creche

Fofa fofinha


Livro de cabeceira (e de carro, de viagem, de jantar e por aí vai) atual: Fofa Fofinha. A história não é assim uma Brastemp, mas ela adora contar o que tem em cada página antes que a pessoa que está lendo possa de fato ler.

Vícios de linguagem

Manu anda com uns hábitos bem engraçados de falar:

:: Quando quer se referir a algo que já aconteceu - ontem ou um ano atrás - usa "láááááááá do passaso".

"Mamãe, Xilipe me bateu na minha creche láááá do passado."


:: Contrai as frases e expressões:

"Minha prima, a Vitória"
já virou
"Minha Vitória".

"Com calcinha, se quiser fazer xixi ou cocô, tem que avisar para ir ao banheiro"
já virou
"Calcinha. Xixi e cocô pra avisar do banheiro"


:: Se quer repetir frase/música/etc. que tenha alguma palavra que ela não conhece, substitui a dita cuja por alguma que ela conhece. Exemplos há aos borbotões, mas o único que me vem à cabeça é da música do chato do [desenho de TV] Barney:

- "...com um forte abraço e um beijo te direi..."
virou
- "...com um forte abraço e um beijo direito..."

16 outubro, 2006

Esquerda, direita

Manu estava cantando e resolvi tentar flagrar, apesar de saber que a câmera costuma inibir (e aquela criança que estava fazendo gracinhas lindas simplesmente vira uma rocha, não responde a seus pedidos, não esboça qualquer expressão no rosto etc.) Mas dessa vez deu certo.



Para cantar junto, a letra a la Manu:

Marcha soldado
cabeça de papel
quem não marchar direito
vai preso no papel
*(&¨&%%$,
a puliça deu sinal
Acoda, acoda, acoda
a bembeza nacional
Ba-sil!

Hoje, indo para a casa da bisavó, pára no meio do caminho, põe a mão na cintura e recomeça a andar. Não satisfeita, pára de novo, vira pra mim e: mãe, bota a mão na 'cintula'. E só recomeça a andar quando eu faço o mesmo.

14 outubro, 2006

Ontem de noite, olha pela janela e pergunta:

- Mãe, cadê a lua?
- Não sei, filha.

Pensa um pouco e traz a solução:

- Tá 'ixcondida' 'atás' do sol...

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Por falar em coisas escondidas, depois de muito buscar em vão pelo chinelo desaparecido, me informa:

- Mãe, poxa... não tô 'puculanu' meu chinelo... poxa vida...

12 outubro, 2006

Dia das Crianças

Hoje de manhã, no dia das crianças, ele recebe logo cedo um telefonema lhe dando parabéns. Vira-se pra mim: "Mãe, é meu eversálio?"

******************

E por falar em Dia das Crianças, lembrei de um vídeo de exatamente um ano atrás. Eis:

10 outubro, 2006

Identidade

O pai diz:

- Manu, fala assim: "sou fluminense!"
- Não, sou Manu.

Relatório de status

Há certas coisas que têm chamado a atenção na Manu, pela independência dela. Há algum tempo já gosta de comer sozinha, mas agora quer fazer absolutamente tudo: escovar dente (mãe, dexxa eu icová dente sozinha, dexxa?), lavar a mão, ir ao banheiro, se limpar, tirar e colocar a roupa, lavar a roupa no banho, lavar o cabelo no chuveiro... tudo, enfim. E ainda briga comigo e ameaça alguns ataques quando me meto.

E essa independência também é que tem feito ela aprender a subir nas coisas. Abre as gavetas inferiores do armário do banheiro pra chegar à pia; arrasta banco ou cadeiras pra bancada, pra ver o que está sendo preparado/lavado na cozinha; sobe nas prateleiras pra pegar coisas em locais altos nos armários etc.

Pra completar, está mais convencida, metida, exibida e assanhada do que nunca. Quando sabe que tá agradando ou quer se mostrar, mexe os quadris de um lado pro outro, com a mão na cintura e a cabeça de ladinho. Um charme só. E, pra complementar, esta semana o pai a ensinou a dançar abaixando até o chão. Agora não pára de fazer o mesmo pra se exibir.

Atualização: E eu pago mico, pois ficam achando que eu deixo minha filha aprender a ficar dançando na boquinha da garrafa!

06 outubro, 2006

Nomenclatura

Manu tem a característica engraçada de adaptar nomes - que muitas vezes acabam se transformando em palavras que significam alguma coisa. Exemplinhos:

- A avó Katia virou vovó Casta
- A tia Zeina virou tia Senda
- O tio Fausto virou tio Pasto
- A tia Maitê virou tia Patê
- O tio Parildo virou tio Palito

Mas também tem umas coisas nonsense de, por exemplo, chamar Luíza de Juju e Joana de Nanda. Só não chamou urubu de meu loiro. Ainda.

Palhacinha, em 05 de outubro de 2006



Foto: Fausto Rêgo

04 outubro, 2006

Pílulas noturnas

Agora à noite:

Na cozinha, brincando com mini potinhos de geléia vazios, começa a colocá-los dentro do balde de gelo. Aí me explica: "Mamãe, óia aqui! Tô 'cheiando'".

Momentos depois, começa a abrir os potinhos e, quando pega um já sem a tampa, me mostra: "Esse já tá 'abido'".

[E eu com coração balançado por achar uma gracinha, mas com firmeza necessária à mãe que quer educar, ainda tive a coragem de corrigir: "é 'aberto' filha". :-( ]

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Mais tarde um pouco, ofereço a chupeta (que hoje em dia já tem protocolo: só na hora de dormir). Como ela ainda estava em pé, ela faz aquela cara de nojo/alguma-coisa-está-errada e me avisa: "agola não, mãe, só na hola de dumi". Eu já esboço aquela cara de riso contido e orgulho ao mesmo tempo. Ela continua: "gada pa mim pu favô?" Eu fico com ainda mais cara de orgulhosa e o riso contido aumenta.

Ela sai andando por dois segundos, pára, vira e diz pra mim - e por mim - a frase que eu sempre digo quando faço essa tal cara-de-orgulhosa-e-riso-contido toda vez que ela faz uma coisa inteligente: "Eu ipéta". E dá um sorriso abertão. Pronto: não precisa mais de mim. Já sabe exatamente todos os procedimentos e falas da mãe. Substituta precoce e perfeita.

*****

E ainda um pouquinho mais tarde - já com sono e chupeta, encostada um pouco no meu colo - de repente, resolve que não quer mais isso. Levanta a cabeça, me entrega a chupeta e avisa: "Toma. Cabô a hola de dumi".

Ufa! Dia cheio.

Pliês à vista






Hoje foi (teria sido, na verdade, pois a professora estava doente e faltou) a primeira aula de balé. E, como toda novidade, mereceu exibição da baixinha e fotos da mãe coruja. Coloquei no balé depois de umas duas semanas ouvindo quase todo dia a seguinte frase: "Mamãe, olha: balé", e ela na encostava em alguma cadeira ou sofá e levantava uma das pernas pra trás, imitando o que via outras meninas fazendo. Tem a foto dela preparadíssima pra primeira aula logo aí em cima - outras fotos de bailarina no Flickr da Manu - e um vídeo aí embaixo.