27 julho, 2005
23 julho, 2005
A primeira vez a gente nunca esquece
21 julho, 2005
Às margens da sala de aula, ela sentou e chorou
Quando foi pro colo do tio, começou a chorar e chamar "Dedei, Dedei", naquele jeito embolado de criança aos prantos. Dei tchau e saí firme, sem olhar pra trás.
Na segunda foi a mesma coisa, só que o choro foi um pouco antes, quando a porta da escola se abriu. Na terça, não lembro. Hj, quarta, deu dó. Parei o carro na frente da creche e ela já começou a chorar :-(
Sempre que deixo ela, vou pro trabalho com um apertinho no coração, com culpa de ser uma má mãe etc. Mas acho que depois da tempestade vem a bonança: nesse meio tempo, percebi que, apesar de ela começar a chorar, sim, tá parando mais rápido. E que, quando me vê, no final do dia, só ri, ao invés de rir e chorar como fazia antes. Acho que ela achava que eu ia desaparecer de novo repentinamente. Acho que tá mais segura, sabendo que eu volto, sim. Sempre.
12 julho, 2005
Aprendiz de Godard
Noções de higiene
Segundo dia
E eu fui, assim, sem entender se gostava ou não desse desprendimento todo. Mas, ao mesmo tempo, sem ter tempo para ficar pensando nesses detalhes. Bom, o fato é que ela tá bem, sem drama. (E, cá pra nós, eu acho que adoro o fato de ela ser descolada assim, pois, primeiro, não dá trabalho e eu não vejo ela sofrendo; segundo, atolada de trabalho do jeito que eu tô, isso é uma mão na roda).
11 julho, 2005
Quedas livres
Agora de noite ela caiu. De novo. Essa deve ter sido a ziolionésima vez. Tentando puxar pela memória, lembro de pelo menos 5 ou 6 vezes. :-( Mas já fazia tempo que isso não acontecia. Na maioria das vezes, mau cálculo dos pais ou excesso de movimento no sono dela. A primeiríssima vez doeu no coração. Elas devia ter uns 5 ou 6 meses. Todas doem. Mas a primeira é quando vc se dá conta de que aquele bichinho já se mexe, sim, e vai te dar muito trabalho se não ficar esperta. Ela sempre chorava apenas alguns segundos, mais de susto do que de dor, e assim que a gente pegava e andava um pouco com ela no colo, tudo cessava. Acho que a vez em que eu mais me senti culpada foi quando ela tinha uns 9/10 meses, já tinha noção das bordas da cama, sabia que não podia ir além, mas ainda não tinha aquele cálculo automático que os adultos têm de todos os seus movimentos. Assim, tava engatinhando em cima da cama e foi se virando e sentando ao mesmo tempo, olhando um pouco para trás para me ver. Aí a parte lateral do seu corpo ficou sem apoio e eu vi ela caindo em câmera lenta, sabendo que eu podia ter evitado. Me joguei pra tentar segurar [dramático, não? Mas é verdade], cheguei a agarrar o braço, mas ela já tinha caído de bochecha no chão e ficou sem conseguir terminar de cair, com parte do corpo ainda para cima. Deu dó e culpa. Dessa vez ela não parou de chorar rápido, e os gritinhos dela me diziam para ter mais cuidado.
Descolada total
Voltamos uma hora depois e ela tava na maior, já tinha comido sopa, gelatina e não parava de brincar no pátio. Entrando numa casinha de boneca - lugar sumamente apropriado, em se tratando de quem é, diga-se de passagem ;-). As tias a trouxeram para a gente ir para casa... e não é que a garota queria voltar pro pátio a qq custo? Estava agitadíssima, em êxtase! Chegou a voltar sozinha da porta da escola para o pátio, me surpreendendo: como é que, mal chegou num lugar, um serzinho daquele que ainda nem saiu das fraldas já gravou o caminho? Pode? O que só me faz concluir que ela só não troca a fralda sozinha e não lava a boca depois de comer só pra gozar da minha cara. Só pode ser. Ela já entende tudo, já faz tudo! Ou para me escravizar. (Pensando bem, deve ser isso. Filhos adoram fazer isso com os pais. Meus irmãos até hoje fazem isso com a minha mãe...)
Mas, voltando à creche: saí de lá com a certeza de que ela sabe muito mais do que a gente pensa, de que colocar na creche foi a opção certa, de que essa menina é muito descolada e de que vou sofrer bem antes do tempo a síndrome do ninho vazio. E, ainda, saí realizada vendo a baixinha bufando de tanto que brincou. Ufa! Cansei por ela. (Aliás, capotou no carro a caminho de casa. Ops, mau uso figurativo da palavra. Melhor "desmaiou", "dormiu profundamente" etc...)
Amanhã vou levar cedo, às 9h (o horário correto, aliás. Hj elas fizeram uma exceção pra gente). E, se duvidar, ela já vai ficar a parte da manhã inteira.
01 julho, 2005
Escreva
Assim, além de site, blog e álbuns online de fotos, ela tem também um email: manuelamattar@gmail.com.
Escreve. Quem sabe um dia ela lê?
Medidas de deusa
Altura: 51 cm
Onde: Perinatal, Laranjeiras, RJ
Quando: 10.04.2004
Apgar: 10 e 10 (não podia deixar de dizer, né?)
Sangue: B -
Médica: Dra. Mires
A escolha do nome
Eta exercício de tolerância!
Apesar das pseudo-reclamações acima, não tenho nada a reclamar. Enjoei por pouco tempo; não tive nenhum problema (nada de pressão alta, dores nas costas, muitos inchaços etc.); azia queimou e passou rápido; cãimbra deu um pouco mais de trabalho, mas marido tá aí pra aliviar isso também. E vou te falar: período iluminado esse da gravidez. Se não foi o melhor da minha vida, foi um dos. Aconselho e recomendo. Com moderação, claro (porque não esqueçam que depois vêm o choro, as fraldas, o trabalho, o gasto etc. etc. etc...)
Mas resumindo: como a Manu não existiria sem mim, faço o luxo de colocar umas fotos minhas no momento em que estava na mais perfeita simbiose com a pequena.
Eta exercício de tolerância!
Apesar das pseudo-reclamações acima, não tenho nada a reclamar. Enjoei por pouco tempo; não tive nenhum problema (nada de pressão alta, dores nas costas, muitos inchaços etc.); azia queimou e passou rápido; cãimbra deu um pouco mais de trabalho, mas marido tá aí pra aliviar isso também. E vou te falar: período iluminado esse da gravidez. Se não foi o melhor da minha vida, foi um dos. Aconselho e recomendo. Com moderação, claro (porque não esqueçam que depois vêm o choro, as fraldas, o trabalho, o gasto etc. etc. etc...)
Mas resumindo: como a Manu não existiria sem mim, faço o luxo de colocar umas fotos minhas no momento em que estava na mais perfeita simbiose com a pequena.
Quando 'deus' nasceu
Estas páginas são para dividir com vocês um pouco da alegria ampla, geral e irrestrita que é criar uma singela deusa.

