Sobre o não e o nada
Desde as primeiras palavras, a Manu tinha um jeito todo dela de falar as frases negativas. Tipo: se eu falasse “não pode pegar”, ela diria “pode pegar não”.
Sempre achei uma graça e sei que isso se ajeita com o tempo.
O mais engraçado agora, no entanto, é que o “não” tá sendo substituído pelo “nada”. - Manu, quer água? - Quero água nada. – Manu, fez xixi? – Fez xixi nada. – Manu, vou te pegar. – Me pegar nada.
Sempre achei uma graça e sei que isso se ajeita com o tempo.
O mais engraçado agora, no entanto, é que o “não” tá sendo substituído pelo “nada”. - Manu, quer água? - Quero água nada. – Manu, fez xixi? – Fez xixi nada. – Manu, vou te pegar. – Me pegar nada.
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