28 janeiro, 2007
26 janeiro, 2007
25 janeiro, 2007
Monstruosa
Hoje, no jantar, veio à baila uma conversa sobre monstro. E me pergunta:
- Mamãe, você é monstro?
- Não, filha
Passa um tempo e ela vem com essa:
- Eu sou monstu assiá
- Que, Manu?
- Eu sou monstu éssiá
Penso um pouco e... claro!
- Monstros SA, filha?
- É
E continua:
- Mamãe, sabe o que a outra pessoa falou pro amifo do Sully?
- Hum?
- "Oi, Uazáusqui" (Wazowski)
Pra quem não conhece: www.pixar.com/featurefilms/inc
- Mamãe, você é monstro?
- Não, filha
Passa um tempo e ela vem com essa:
- Eu sou monstu assiá
- Que, Manu?
- Eu sou monstu éssiá
Penso um pouco e... claro!
- Monstros SA, filha?
- É
E continua:
- Mamãe, sabe o que a outra pessoa falou pro amifo do Sully?
- Hum?
- "Oi, Uazáusqui" (Wazowski)
Pra quem não conhece: www.pixar.com/featurefilms/inc
Outro verbo
Além do "cundí" (esconder), tem um outro no mesmo esquema: entender.
- Intendiu, tio Bê?
- Mamãe, vc não intendiu o que eu falei!
- Intendiu, tio Bê?
- Mamãe, vc não intendiu o que eu falei!
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24 janeiro, 2007
Questão de tempo
Coloquei um tic tac (presilha) no cabelo dela. Lá pelas tantas, ela implicou com ele, cismou que ficava caindo, tirou da cabeça e me entregou, justificando:
- Toma, mamãe. Cai todo dia.
- Toma, mamãe. Cai todo dia.
Lembrei de mais um hábito de linguagem que adoro:
Pra Manu as pessoas nunca "estão com medo" ou "têm medo". Ela faz um híbrido e cria gramática toda própria:
- Mamãe, eu tem com medo do lobo mau....
- Mãe, você tem com medo do monstro?
Pra Manu as pessoas nunca "estão com medo" ou "têm medo". Ela faz um híbrido e cria gramática toda própria:
- Mamãe, eu tem com medo do lobo mau....
- Mãe, você tem com medo do monstro?
23 janeiro, 2007
Cenas de uma criança com (muito) sono
Sai do carro. Rumamos ao mercado. Ao entrar, quer sentar no carrinho. Coloco.
"Não, mamãe. Não é assim!"
'É, sim.'
"Buáááááa."
"Se chorar, não fica no carrinho."
Fica em silêncio. Mercado cheio, fila grande. Junta criança cansada e com sono e dá combinação explosiva. Desistência e vamos pra casa. Ela no colo. No meio do caminho, criança vai pro chão, está pesada.
"Mamãe, me dá cooooolo"
Pede do jeito choroso, choramingando, sem lágrimas, com sono e uma baita vontade de irritar. O resto do caminho vai chorando. Chega na porta do prédio. Uma pessoa chega atrás. Porteiro finalmente abre. Empaca. Não passa nem deixa a pessoa passar. Puxo, pra dar passagem.
"Buáááaááááá".
'Filha, tá chorando por quê?'
"Buááaáááá"
Caminho até o elevador, nos fundos.
"Mamãe, me dá cooooolooooo."
'Não, filha. Você tá pesada'.
"Buáaáááááááá"
Chega elevador. Entramos.
Buááááááá.
Chega no andar.
"Vamos, Manu".
"Mamãe, dá cooooolo, buááááá"
'Manu, já chegamos, não precisa mais de colo'
"Buáááááa"
Abre a porta. Casa vazia.
"Não tem ninguém em caaaaasaaaaa: buáááááá"
Chega no quarto. Entretenho com presente recém-ganho. Tentamos abrir por uns 5 minutos. 5 santos minutos de silêncio e atenção. Esqueceu o sono, o choro, o choramingo. Está refeita! Pacote não abre. Melhor pegar tesoura.
'Mas antes, vamos tomar bolinha (homeopatia), Manu. Ai, esqueci!!'
"Que houve, mamãe?"
"Esqueci de pedir o remédio na farmácia. Já tá acabando"
Meio segundo de silêncio. Leva a mão ao rosto, baixa a cabeça em lamento e....
"Buáááááááá. Tá acabando meu remédio todo, buááááááá"
Gargalhada incontida da mãe.
'Pára de drama, Manu! E vamos logo lá abrir'
Chamo pra cozinha. Mando levar o sapato sujo pro tanque.
"Buáááááááa, meu sapato sujooooou, buááááááá"
Mais gargalhada incontida da mãe. Idéia! Colocar - ou tentar - essa cena no blog!
E a noite segue...
Tudo isso aconteceu ontem, segunda, à noite, e eu JURO que não adicionei nem tirei nada.
"Não, mamãe. Não é assim!"
'É, sim.'
"Buáááááa."
"Se chorar, não fica no carrinho."
Fica em silêncio. Mercado cheio, fila grande. Junta criança cansada e com sono e dá combinação explosiva. Desistência e vamos pra casa. Ela no colo. No meio do caminho, criança vai pro chão, está pesada.
"Mamãe, me dá cooooolo"
Pede do jeito choroso, choramingando, sem lágrimas, com sono e uma baita vontade de irritar. O resto do caminho vai chorando. Chega na porta do prédio. Uma pessoa chega atrás. Porteiro finalmente abre. Empaca. Não passa nem deixa a pessoa passar. Puxo, pra dar passagem.
"Buáááaááááá".
'Filha, tá chorando por quê?'
"Buááaáááá"
Caminho até o elevador, nos fundos.
"Mamãe, me dá cooooolooooo."
'Não, filha. Você tá pesada'.
"Buáaáááááááá"
Chega elevador. Entramos.
Buááááááá.
Chega no andar.
"Vamos, Manu".
"Mamãe, dá cooooolo, buááááá"
'Manu, já chegamos, não precisa mais de colo'
"Buáááááa"
Abre a porta. Casa vazia.
"Não tem ninguém em caaaaasaaaaa: buáááááá"
Chega no quarto. Entretenho com presente recém-ganho. Tentamos abrir por uns 5 minutos. 5 santos minutos de silêncio e atenção. Esqueceu o sono, o choro, o choramingo. Está refeita! Pacote não abre. Melhor pegar tesoura.
'Mas antes, vamos tomar bolinha (homeopatia), Manu. Ai, esqueci!!'
"Que houve, mamãe?"
"Esqueci de pedir o remédio na farmácia. Já tá acabando"
Meio segundo de silêncio. Leva a mão ao rosto, baixa a cabeça em lamento e....
"Buáááááááá. Tá acabando meu remédio todo, buááááááá"
Gargalhada incontida da mãe.
'Pára de drama, Manu! E vamos logo lá abrir'
Chamo pra cozinha. Mando levar o sapato sujo pro tanque.
"Buáááááááa, meu sapato sujooooou, buááááááá"
Mais gargalhada incontida da mãe. Idéia! Colocar - ou tentar - essa cena no blog!
E a noite segue...
Tudo isso aconteceu ontem, segunda, à noite, e eu JURO que não adicionei nem tirei nada.
Outro vício - com trocadilho - de linguagem
- Mamãe, papai sópa cigarro;
- Papai, não pode sopá cigarro, faz mal pá saúde!
- Papai, não pode sopá cigarro, faz mal pá saúde!
A, E, I, O, U: só pra registrar
Há mais ou menos duas semanas, comecei a ensinar a, e, i, o, u pra baixinha, querendo me adiantar. Eu já tinha ensinado a contar até 5 nos dedos (a creche só ensinou a contar falando até agora, sem mostrar nos dedos). Aí me empolguei e resolvi que ia ensinar também as vogais pra minha pequena prodígio.
E não é que deu certo? Falei à beça no ouvido dela durante uns dias - [Até gravei em áudio a primeira "aula" pra colocar aqui. Depois insiro] - e ela gravou, que nem música. Vi que na sua cabeça aquilo era um conjunto único, sem perceber que tinha 5 partes. Era de fato uma música.
Ela precisava entender a coisa direito. Aí comprei um quadro que é magnético de um lado (e vem com imãs em forma de letras) e quadro branco do outro. Passei um tempão com ela e com os imãs ensinando o que era cada uma separadamente, mostrando, perguntando, insistindo.
Enchendo o saco moderadamente, pra ser direta.
"Essa que parece um palito de sorvete é a letra 'I'. Esse que parece uma bola é o 'O'". E assim foi.
Depois do quadro magnético, dá-lhe a desenhar as letras no quadro branco. Com o devido cuidado pra não saturar e desandar o bolo.
Ela parecia estar ainda começando a aprender, pois acertava só às vezes. Mas eu insistia.
Tudo isso em um dia só, no máximo dois. Na semana passada. Aí parei de encher o saco por uns dias e volta e meia só pedia pra ela me dizer o a-e-i-o-u. E ela dizia, cantando. Sem quadro, sem reconhecer na escrita, sem nada.
Mas isso tudo pra chegar nos finalmentes, que ocorreram hoje (ontem, pois já passou da 0h). Enquanto eu dava seu jantar (tendo na minha blusa estampada uma frase), ela me diz do nada: "mamãe, peraí, deixa te mostar". E começa a apontar pras palavras da minha blusa dizendo "A, A, A". "E, E". "A"...
E enquanto ela me pasmava com as vogais, eu ficava sem palavras.
Aliás, um parêntese: e não é que a coisa do lúdico, das referências infantis deu certo? Criança aprende brincando, mesmo. Óbvio que o primeiro que ela gravou foi o palito de sorvete. Fecha parêntese.
E não é que deu certo? Falei à beça no ouvido dela durante uns dias - [Até gravei em áudio a primeira "aula" pra colocar aqui. Depois insiro] - e ela gravou, que nem música. Vi que na sua cabeça aquilo era um conjunto único, sem perceber que tinha 5 partes. Era de fato uma música.
Ela precisava entender a coisa direito. Aí comprei um quadro que é magnético de um lado (e vem com imãs em forma de letras) e quadro branco do outro. Passei um tempão com ela e com os imãs ensinando o que era cada uma separadamente, mostrando, perguntando, insistindo.
Enchendo o saco moderadamente, pra ser direta.
"Essa que parece um palito de sorvete é a letra 'I'. Esse que parece uma bola é o 'O'". E assim foi.
Depois do quadro magnético, dá-lhe a desenhar as letras no quadro branco. Com o devido cuidado pra não saturar e desandar o bolo.
Ela parecia estar ainda começando a aprender, pois acertava só às vezes. Mas eu insistia.
Tudo isso em um dia só, no máximo dois. Na semana passada. Aí parei de encher o saco por uns dias e volta e meia só pedia pra ela me dizer o a-e-i-o-u. E ela dizia, cantando. Sem quadro, sem reconhecer na escrita, sem nada.
Mas isso tudo pra chegar nos finalmentes, que ocorreram hoje (ontem, pois já passou da 0h). Enquanto eu dava seu jantar (tendo na minha blusa estampada uma frase), ela me diz do nada: "mamãe, peraí, deixa te mostar". E começa a apontar pras palavras da minha blusa dizendo "A, A, A". "E, E". "A"...
E enquanto ela me pasmava com as vogais, eu ficava sem palavras.
Aliás, um parêntese: e não é que a coisa do lúdico, das referências infantis deu certo? Criança aprende brincando, mesmo. Óbvio que o primeiro que ela gravou foi o palito de sorvete. Fecha parêntese.
Vícios de linguagem...
... que, apesar de "errados", eu adoro:
(Se na fala normal diz-se escUndido, nada mais óbvio que achar que esse é o verbo, né?)
[Aliás, ô menina pra gostar de fgir e "cundir" de um lobo mau imaginário, ou de mim, ou do tio, ou da avó... sempre gosta de arranjar alguém de quem se "cundí".]
_ Mamãe, onde ele (aponta pra várias pessoas) vais?
- a troca na palavra "esconder":
(Se na fala normal diz-se escUndido, nada mais óbvio que achar que esse é o verbo, né?)
[Aliás, ô menina pra gostar de fgir e "cundir" de um lobo mau imaginário, ou de mim, ou do tio, ou da avó... sempre gosta de arranjar alguém de quem se "cundí".]
- o plural dos verbos, que sai todo invertido: o pronome fica no singular e o verbo vai literalmente pro plural. Assim:
_ Mamãe, onde ele (aponta pra várias pessoas) vais?
Conversa - ou monólogo - imaginária, em seu celular de brinquedo, capturada dia desses. Diga-se de passagem, um dia de semana - e de creche.
Foi neste exato ritmo, nesta exata seqûencia, sem direito a réplica da interlocutora imaginária:
- Oi, tia*. Tudo bem? Tuuudo... Onde você está?** Na creche? Ah tá. Outro dia vou aí. Um beijo, tchau.
* a professora
** assim mesmo: "onde você ixxxtá?"
Foi neste exato ritmo, nesta exata seqûencia, sem direito a réplica da interlocutora imaginária:
- Oi, tia*. Tudo bem? Tuuudo... Onde você está?** Na creche? Ah tá. Outro dia vou aí. Um beijo, tchau.
* a professora
** assim mesmo: "onde você ixxxtá?"
16 janeiro, 2007
Esperteza
Dia desses, chegando em casa, eu, ela e o tio, pergunto em voz animada, pra encorajar a fazer o que quero:
- Quem vai jantar quando chegar em ca-saaa?
Os dois: - Eeeeeeu!
Eu: E quem vai tomar banho antes do janta-aaar?
Ele: - Eu!
Ela: - O tiiioo!
Pode?
- Quem vai jantar quando chegar em ca-saaa?
Os dois: - Eeeeeeu!
Eu: E quem vai tomar banho antes do janta-aaar?
Ele: - Eu!
Ela: - O tiiioo!
Pode?
15 janeiro, 2007
Uma moça já
Bom, acho que já posso dizer que aualmente, aos 2 anos e 9 meses, a Manu já está dormindo sem fralda! Ela já não precisava mais durante o dia desde logo depois que completou 2 anos.
Me dou a liberdade de registrar esse progresso supimpa (!) pois há mais ou menos uma semana ininterrupta ela dorme sem molhar a calcinha. Antes, era intermitente: às vzs sim, às vzs não.
O próximo passo é parar com a chupeta. Tá quase lá. Já há dias em que nem se lembra que existe. Noutros, ainda pede pra dormir.
Me dou a liberdade de registrar esse progresso supimpa (!) pois há mais ou menos uma semana ininterrupta ela dorme sem molhar a calcinha. Antes, era intermitente: às vzs sim, às vzs não.
O próximo passo é parar com a chupeta. Tá quase lá. Já há dias em que nem se lembra que existe. Noutros, ainda pede pra dormir.







