31 julho, 2006

Neste fim de semana



E com friiiiio...

Tem mais no Flickr da Manu.

18 julho, 2006

Formiguinha

Eu sabia que isso ia acontecer um dia, só não esperava que fosse tão cedo.

Mas o fato é que ontem à noite, enquanto guardava as coisas depois do jantar, olho pra trás e pego ela, em pé, em cima de uma cadeira, debruçada sobre a mesa da cozinha, com o açucareiro aberto e devorando colheiradas e mais colheiradas de açúcar...

Manu!!!!

Ela me olha com aquele olhar de "hehehe, tô fazendo besteira, tra la la la la" e nem se mexe... e eu sem saber se gargalhava ou se repreendia.

04 julho, 2006

Uma criança no país do futebol

Nesses dias em que o país ainda carrega as sobras da maquiagem verde-e-amarela com que se pintou por uns tempos, a reação dela frente à Copa e ao onipresente futebol das últimas semanas foi deveras impressionante. E rápida. Passou de um desconhecer completo sobre o que era qq coisa relacionada a futebol ou cores canarinhas pra um identificar da bandeira (sempre que via a bandeira nas decorações das ruas, me mostrava: "Mamãe, Bassil!").

Logo em seguida, toda e qq combinação de verde e amarelo, em qq ordem ou superfície, já identificava e me informava: "Bassil". Isso servia pro sapato dela, pra corneta, pra laranja junto do limão etc.

E, sem que eu pudesse entender como ela aprendeu, ela já torce. Se, em algum momento, vê na televisão qq jogo - mesmo que seja Croácia X Japão, 15 de Piracicaba X Avaí - ela levanta os bracinhos em posição de torcida e começa o coro: "Bassil, Bassil, Bassil!".

Dia desses, o avô que mora longe veio visitar. Aí, pra se exibir, ela apontou pra um porta-retrato e identificou uma das pessoas. O avô ficou em polvorosa. Ela rapidamente terminou de identificar as outras 2 pessoas da foto. Ela adorou, ria à beça. Ela, vendo que tava agradando, passou ao outro porta-retrato, identificando as 4 pessoas desta nova foto. O avô bateu palmas, adorou. Ela, então, percebe que ali onde estava não tinha mais porta-retrato e não se acanha: apontando pra cada um, vai narrando bola, chave, vela...

Tá bulito?

Tudo começou na véspera do aniversário de 2 anos dela, há 2 meses, quando me arrumei pra ir a um outro aniversário e, no momento em que ela me viu, repetiu o bordão que falamos sempre pra ela quando ela tá arrumadinha pra alguma coisa: "Que linda!" (Só que na voz dela ficou um som mais para "ih inda!").

Desde então, volta e meia, quando alguém tá pronto pra sair - normalmente eu ou a avó - ela comenta "biita" ou "ih inda".

Só que ultimamente ela expandiu: quando a arrumamos pra sair, no momento em que finalizo a produção, ela pergunta sobre si mesma: "tá inda?". Ou, mais modestamente, "tá builta?".

Além disso, como sempre que ela faz alguma coisa, monta uma coisa certa, desenha algo etc., a gente diz "que bonito, Manu" ou "que lindo!", ela também já incorporou. Agora, mal terminou de montar o quebra-cabeça e já pergunta: "tá bulito?" Ou então faz um arranjo com as panelas e pede a aprovação: "tá indo?". Modéstia (dela) à parte, tá tudo sempre lindo ;-)

02 julho, 2006

Casório...

Ah, neste sábado foi à sua primeira festa de casamento. Se comportou muitíssimo bem. Na verdade, gosotu até demais. Nunca imaginei que ela fosse curtir tanto um bolo de casamento - me fazia ir toda hora pra junto do bolo, de não sei quantos andares, pra poder ficar dando voltas ao redor da mesa - e de dançar como gente grade - nos momentos em que eu me cansava e ia sentar, na esperança de vê-la cochilar um pouco, me pedia "aqui, não, mamãe; lá" e apontava pra pista de dança. Pra onde eu seguia prontamente e ela, xodó de todo mundo ali, passava de colo em colo. Foi uma prova de resistência, e ela passou com louvor.

Chapéuzinho

E neste domingo foi ao seu primeiro teatro infantil. Esse teste, que eu esperava que ela adorasse, já não foi tão fácil. A peça era Chapéuzinho Vermelho. E no momento em que eu contei que ia ter chapéuzinho, o lobo mau e cia., ela com medo colocou a mão na frente dos olhos pra não ver, se afundou no meu colo e pediu "Não!". Assim que a luz apagou, então, vixe! Quase chorou. Passou boa parte da peça assim. Quando o caçador ou o lobo estavam em cena, ela se escondia e via de rabo de olho. Quando estava apenas a chapéuzinho, ela até que acompanhava. Até batia palma na música!

No final, mais calma, acompanhou tudo de olhos abertos. E ouvidos atentos: assim que saiu da sessão, já sabia a música de cor e foi cantando pra casa.

Pela estrada afora,
eu vou tão sóssinha
levar essas doces
para a fofóssinha
Ela mora longe,
o caminho é dezéssio
e um lobo mau
passeia aqui por pétu

Questão de termos bem definidos

Ontem, sábado, ao final do café-da-manhã, a avó conversou com ela: Tomou café, Manu?. E ela, com um alógica peculiar a crianças, respondeu: "Não. 'Comei' pão."