19 abril, 2010

Sangue, pesquisa e tal

Na foto, minha baixinha ataca de pesquisadora em um evento no sábado de manhã na escola. Era uma campanha de doação de sangue. Ela, que recém completou 6 outonos, estava aplicando o questionário às pessoas que chegavam ao estande da turma dela. Gente, com 6 aninhos! Ela já sabia ler e escrever razoavelmente com 5. Mas agora tinha que perguntar nome, idade e se a pessoa fazia alguma atividade fisica. Coisa linda! Demorava séculos para completar cada item do formulário e eu babando à distância.

Agora, o que me deixou um pouco decepcionada foi a adesão dos alunos/famílias. Como a campanha foi no sábado, contou como dia de aula e as famílias tinham que escolher se iriam participar ou não. Na turma da Manu, dos 19, seis participaram. Sei que as pessoas têm suas particularidades, mas não acho um bom índice, não. É de pequenino que se torce o pepino, diz o ditado, né? Pois é nestas oportunidades que se molda uma cultura de cidadania e solidaridade, por mais chatas que pareçam essas palavras, nas crianças. É optando por ir ali rapidinho doar sangue do que ser vencido pela preguiça de um sábado de manhã. Depois reclama-se que o brasileiro é egoísta, que ninguém pensa nos outros, ou que a sociedade é individualista... Pudera: falta exemplo.