25 abril, 2007

Recobrando a consciência (materna)

Bom, há semanas não escrevo aqui pra contar as novidades cada vez mais freqüentes da Manu. Hoje, por ter ficado o dia todo com ela, fiquei boba com as coisas inteligentes, brilhantes e lindas que ela já pensa e diz. Algumas coisas dá pra tentar registrar aqui com toda a graça, charme e malemolência com que foram ditas ou feitas. Outras, impossível. Tem coisas que estão muito mais no jeito de dizer do que no conteúdo. No jeitinho de mini-adulta que ela já tem, com frases entoadas com a impaciência de mãe que espera a filha cumprir a ordem [não sei com quem ela aprendeu isso...], ou em tom de ordem, ou com um 'por favor' condescendente e um 'obrigada' de lady. No sorriso que quer dizer "vê se pode" ou então "eu já sabia!".

Enfim, essas sutilezas que só pessoalmente. Por enquanto vou tentando recuperar um pouco do que aconteceu nessas duas semanas. Vou postar algumas coisas desenfreadamente. Tantas frases eu sei que já se perderam. E olha que o objetivo desse blog era justamente funcionar como minha memória externa, já que sabia que ia acabar esquecendo muita coisa se não registrasse logo. Esqueci que ia ter que lembrar de postar tb ;-) Enfim, aí vão algumas coisas.

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Pílulas de hoje:

Ao perceber que estamos sozinhas em casa, me conforta:

- A gente tá sozinha?
- 'tamos
- Eu cuido de vc e vc cuida de mim. Cada uma cuida da outra, tá, filhinha?

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Pego um livro qualquer na estante e dou pra que 'leia' - leia-se, veja figuras - antes de dormir e ela me avisa, folheando: "mãe, é de esquito (escrito)..."

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Logo depois, já com um outro livro, começa a contar pra si mesma uma estória: "uma vez era uma menina....", assim mesmo, nessa ordem.

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Vê eu conversando no ICQ com alguém, reconhece a foto e me diz, animada, quem é. Pergunto: "quer que eu mande beijo pra ele?" Ela: "muitos, muitos beijos".

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Na hora do *jantar*, eu não saio do computador e ela me dá uma lição de moral: "mamãe, quero *almoçar*. Pára de trabalhar e vem rápido. Por favor, mamãe, tô com fome". Só o que pude dizer foi "sim, senhora"...

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Eu já venho notando e monitorando há dias o funga-funga. E hoje, do nada, ela me chama e avisa:

- Tô guipada.
- É? Por quê?
- To espirrando....

Ainda meio assustada com o diagnóstico da pequena doutora, continuo, com ironia...

- Quer tomar remédio?
- Não.
- Assoar nariz?
- É melhor.
- ...... [ainda assustada]